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Bitcoin cai para US$ 50 mil com novo plano de tributação do presidente Biden 

O preço do bitcoin (BTC) caiu abaixo dos US$ 50 mil na madrugada desta sexta-feira, 23, após notícia de que o presidente Joe Biden, planeja aumentar os impostos sobre os americanos mais ricos.


A proposta consiste em cobrar mais daqueles que ganham US$ 1 milhão ou mais, para combater a desigualdade e financiar trilhões de dólares em maiores gastos sociais e infraestrutura.


Neste momento, o preço da criptomoeda se mantém próximo de US$ 50 mil, com queda maior do que 5%, no nível mais baixo desde o início de março.


Enquanto isso, a Casa Branca estuda mecanismos para que o imposto sobre a renda de investimento aumente para 39,6%, ante uma taxa atual de 20%.


Não só. Um imposto de 3,8% sobre a renda de investimento usado para financiar o Obamacare, uma lei de atendimento médico financeiramente acessível para americanos de baixa renda, também se manteria, o que significa uma nova taxa máxima de 43,4%.


Essa ampla revisão do sistema tributário dos Estados Unidos, planejada pelo governo Biden, precisará do apoio total de seu partido para aprovação no Congresso, visto que há muita resistência dos republicanos.


Queda do Bitcoin


O Bitcoin atingiu uma alta recorde de US$ 64.895 em 14 de abril, dia do lançamento da maior bolsa de criptomoedas dos Estados Unidos, a Coinbase, na bolsa de valores Nasdaq de Wall Street .


Dados do site de monitoramento Bybt mostram que quase US$ 500 milhões em posições de compra da moeda digital foram liquidados nas últimas horas por conta da queda de preço.


Analistas opinam que com taxas mais altas, como as propostas pelo presidente Biden, investidores mais ricos podem vender ações para travar as cobranças, e investidores de private equity e fundos de hedge também seriam afetados.


Questionado sobre o plano de Biden e o impacto sobre os investidores, o secretário de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse:

“Sua opinião é de que isso deve ser suportado pelos americanos mais ricos que podem pagar, e pelas corporações e empresas que podem pagar. E a visão da nossa equipe econômica é de que isso não terá um impacto negativo. ”