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Intelbras pode levantar R$ 1,2 bilhão em IPO

A Intelbras definiu na última terça-feira, 12, sua faixa indicativa de preço da sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) entre R$ 15,25 e R$ 19,25.


Se considerarmos a oferta base de 72 milhões de ações e o meio da faixa estimada pelos coordenadores da oferta, de R$ 17,25, o IPO movimentaria cerca de R$ 1,2 bilhão.


De acordo com o documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o IPO contará com a distribuição primária de ações (46 milhões de ativos), ou seja, quando os recursos vão direto para o caixa da companhia, e secundária (26 milhões de ativos) – quando os atuais acionistas vendem parte ou a totalidade de suas fatias.


Além do mais, ainda há a possibilidade de a oferta ser acrescida em um lote adicional de 14 milhões de papéis e um lote complementar de 10,8 milhões de ativos.


O procedimento de bookbuilding deve ser encerrado em 2 de fevereiro e, com isso, a definição de preço de cada ação ordinária. Enquanto isso, os papéis da Intelbras serão negociados na bolsa brasileira a partir de 4 de fevereiro, no segmento do Novo Mercado e com o ticker “INTB3”.


Segundo a Intelbras, os recursos provenientes da tranche primária serão destinados para crescimento inorgânico, expansão de sua capacidade produtiva, investimento em CAPEX e expansão de canais internos verticais e de varejo.


A oferta é coordenada por BTG Pactual, Citi, Itaú BBA e Santander Brasil.


Intelbras


Fundada em 1976 em Santa Catarina, a Intelbras é a maior fabricante nacional de câmeras e equipamentos de segurança eletrônica e comunicação.


Em seu prospecto, a empresa afirma estar presente em 98% dos municípios com potencial de consumo eletrônico no Brasil e exportar seus produtos para diversos países.


No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, a receita operacional líquida da Intelbras somou R$ 1,463 bilhão, cifra 20,2% superior quando comparado com o mesmo intervalo de 2019.


O que é bookbuilding?


De um modo resumido, o bookbuilding é o processo em que o coordenador da oferta estuda e avalia, em conjunto com os investidores, como seria a demanda de seus ativos no mercado.


Dessa forma, a empresa que pretende abrir capital ou fazer novas ofertas deve saber qual a intenção de compra dos acionistas e chegar a um preço razoável para o IPO ou novas ofertas (follow on). Leia mais.