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Se necessárias, novas reduções da Selic poderiam ser espaçadas, diz BC em ata

O Banco Central divulgou nesta terça-feira, 22, a ata da reunião do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), em que revela que a taxa básica de juros – mantida em 2% ao ano na quarta-feira passada – já estaria próxima do nível a partir do qual reduções adicionais poderiam ser acompanhadas de “instabilidade nos preços de ativos”.


O documento aponta que o Copom entende que, se necessárias, os novos cortes de juros demandariam maior clareza sobre a atividade e inflação prospectivas e poderiam ser temporalmente espaçadas.


Ao debater sobre um potencial limite efetivo mínimo para a Selic e sua associação a questões de natureza prudencial e de estabilidade financeira, a maioria dos membros do Copom considerou que esse limite seria significativamente maior em economias emergentes do que em países desenvolvidos devido à presença de um prêmio de risco.


“Foi ressaltado que esse prêmio é dinâmico e tende a ser maior no Brasil, dadas a sua relativa fragilidade fiscal e as incertezas quanto à sua trajetória fiscal prospectiva”, destaca a autarquia monetária.

Na ata, o Banco Central também diz que não pretende elevar a Selic a menos que as expectativas de inflação estejam próximas das metas.