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BTG Pactual lucra R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre, alta de 51,7%

O BTG Pactual (BPAC11) reportou um lucro líquido ajustado de R$ 1,197 bilhão no primeiro trimestre deste ano, elevação de 51,7% em relação ao mesmo período de 2020. O resultado foi refletido pela forte expansão em todas as suas unidades de negócios e pela maior entrada de recursos para seus fundos.


O lucro líquido contábil totalizou R$ 1,176 bilhão no trimestre em análise, sendo 4,3% abaixo do 4º trimestre de 2020, mas 53,2% acima em comparação ao primeiro trimestre do ano passado.


Já o patrimônio líquido totalizou R$ 30,4 bilhões, acréscimo de 14% quando comparado com o trimestre anterior, considerando R$ 2,57 bilhões dos recursos da oferta primária. O índice de cobertura de liquidez (LCR) foi de 238%.


Com isso, o banco encerra o trimestre com Índice de Basileia de 17,7% e com níveis de liquidez bastante confortáveis. O ROAE ajustado anualizado foi de 16,8%.


As receitas totais foram de R$ 2,79 bilhões, número praticamente estável comparado ao forte resultado do 4T20 e 84,2% acima do mesmo período do ano anterior.


O desempenho do 1º trimestre de 2021 foi muito forte em todas as linhas de negócio, por uma maior captação dos fundos de investimento e intensa atividade de negociação de ativos. A captação líquida dos fundos atingiu o recorde de R$ 76 bilhões no trimestre finalizado em março.


Desdobramento


Além do resultado, o BTG Pactual anunciou que foi deliberado o desdobramento de suas ações, sem alteração no valor do capital social atual, de modo que cada ação será desdobrada em 4 ações da mesma espécie daquelas atualmente existentes, sendo aplicado a todos os acionistas do banco, indistintamente, na mesma proporção, tanto para ações ordinárias quanto para ações preferenciais.


Segundo a companhia, o desdobramento não acarretará qualquer alteração na proporção entre número de ações ONs e PNs, bem como qualquer tipo de diluição nas respectivas participações acionárias.


Negócios


O BTG também anunciou a conclusão da aquisição das ações da Necton, após obter a aprovação tanto do Banco Central do Brasil quanto do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Bem como a compra de 100% das ações ordinárias detidas pela CaixaPar no Banco Pan, que representa 49,2% do capital votante e 26,8% do capital total do Pan.


O Banco Sistema pagará R$ 3,7 bilhões à CaixaPar, o que corresponde a R$ 11,42 por ação.


A conclusão e o fechamento da transação estão sujeitos à verificação de determinadas condições precedentes, incluindo a obtenção de todas as aprovações regulatórias necessárias.