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CPFL apresenta lucro de R$ 989 milhões no 4º trimestre

A CPFL Energia (CPFE3) apresentou alta de 15,5% em seu lucro líquido do quarto trimestre, ante o mesmo período de 2019, fechando em R$ 989 milhões.


Esta elevação foi resultado de um acordo entre as empresas de energia e o governo sobre o risco hidrológico na operação de usinas.


A companhia atua nos segmentos de Geração, Transmissão, Distribuição, Comercialização e Serviços, com presença em 11 estados por todas as regiões do país.

Sua receita operacional líquida no período registrou alta de 15,6% sobre 2019, a R$ 9,274 bilhões, reflexo do negócio de geração.


Os volumes de vendas de energia cresceram 1,8% no trimestre, influenciados pelos clientes residenciais, que apresentaram aumento de 5,5%.


Entretanto, no ano, a venda de energia recuou 3,1% por conta das quedas de 5,6% e 10,1% no consumo da indústria e do comércio, respectivamente.


Já o consumo residencial foi impulsionado pelo isolamento social e subiu 2,9%.


No ano, a receita chegou a R$ 30,898 bilhões, crescimento de 3,2% ante o ano anterior.


A CPFL e outras elétricas foram apoiadas por uma operação costurada pelo governo que viabilizou bilhões de reais em empréstimos bancários para distribuidoras de energia ao longo de 2020.


A operação visou aliviar impactos da crise para as empresas, enquanto também postergou aumentos de tarifas para os consumidores, que pagarão os financiamentos em cinco anos.


O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) do período em análise atingiu R$ 1.921 milhões, registrando aumento de 10,4% em comparação a 2019.


No ano, o Ebitda atingiu R$ 6.780 milhões, um crescimento de 6%.


Tais resultados foram reflexo do bom desempenho do segmento de Distribuição.


Enquanto sua alavancagem, com a relação Dívida Líquida/Ebitda Pro forma, alcançou 2,19x no final do quarto trimestre, ante os 2,52x no ano anterior.


Além do resultado do período, a CPFL divulgou seu plano de investimentos para os próximos cinco anos, que prevê aportes totais de R$ 15,22 bilhões até 2025, contra uma previsão anterior de R$ 13,5 bilhões.


Somente em 2021, os investimentos estão estimados em R$ 3,4 bilhões.


A companhia também informou que seu conselho de administração propôs dividendo de R$ 1,50 por ação, correspondente a payout de 50%.