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Em 1ª reunião de 2021, Copom deve manter Selic em 2% ao ano

Apesar de alta na inflação nos últimos meses, os analistas do mercado financeiro acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deverá manter a Selic em 2% ao ano em primeira reunião de 2021.


Essa expectativa consta no Boletim Focus, publicado às segundas pelo BC, e que traz uma perspectiva geral dos principais indicadores econômicos do país.


Se confirmada, essa será a terceira vez seguida em que a taxa básica de juros será mantida no menor patamar da história. A decisão será anunciada pela autarquia monetária por volta das 18h30, após fechamento do mercado.


Vale destacar que a definição da Selic ocorre em meio à alta nos preços das commodities, como petróleo e minério de ferro, e à valorização do dólar. Esses fatores contribuíram na expansão da inflação no começo deste ano.


Como é decidido se há ou não corte?


O Banco Central tem como missão controlar a inflação do país e, por isso, utiliza o sistema de metas como base, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).


Para 2021, a meta central inflacionária é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso quer dizer que pode variar de 2,25% até 5,25%.


Já para o ano que vem, a meta é de 3,5%, também com intervalo de 1,5 p.p. para cima ou para baixo.


A cada 45 dias, o Copom se reúne para decidir como ficará a Selic. A decisão é baseada em vários indicadores financeiros do país, sendo que, ao fim do encontro, a taxa pode sofrer alguma alteração, tanto para mais quanto para menos, assim como também ficar estável.