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Enquanto rendimentos dos Treasuries crescem, ouro fecha em baixa

Nesta sexta-feira, 12, a venda do Tesouro Americano volta a ganhar força, fazendo com que os yields da T-note de 10 anos batessem a máxima de 1,642%. Entretanto, o ouro não acompanhou esse movimento.


O ouro, reserva de segurança, tem inclinação a se prejudicar se os rendimentos de títulos públicos aumentam, ao passo que não rende juros.


O ouro com entrega prevista para abril fechou com baixa de 0,16%, a US$ 1.719,8 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

“O preço do ouro geralmente acompanhou o ritmo dos rendimentos dos Treasuries dos EUA”, indicou a consultoria Capital Economics. Porém, “com a demanda física proporcionando uma espécie de piso, duvidamos que o preço do ouro caia para menos de US$ 1.600 a onça este ano”, projetou também.


O metal precioso, que é cotado em dólar, sofreu pressão com a valorização da moeda americana, por conta da redução da demanda, que ocorre quando o ouro fica mais caro para detentores de outras divisas.


Nas negociações recentes, o rendimento da T-note de 10 anos atingiu a máxima de 1,642%, em comparação com 1,525% na quinta-feira. Os agentes estavam atentos para ver se o retorno de 10 anos ultrapassaria o 1,626%, sua alta intradiária recente.


Assim que ele ultrapassou esse nível no meio desta manhã, houve surto de ainda mais vendas.

Os investidores costumam se focar nos rendimentos de longo prazo do Tesouro dos EUA por conta de seu importante papel na determinação dos custos de empréstimos em toda a economia.


Alguns analistas informaram em notas a clientes que o discurso do atual presidente Joe Biden na quinta-feira pode ter levado a um otimismo dos investidores quanto às perspectivas econômicas.


Em seu discurso, Biden instruiu os estados que tornassem elegíveis para receber a vacina até 1º de maio todos os adultos americanos. Além disso, informou que famílias e amigos provavelmente poderiam se reunir (em pequenos grupos) para comemorar o Dia da Independência (4 de julho) juntos.


Alguns traders acreditam que o mercado possa estar mais vulnerável nas sextas-feiras, devido ao nervosismo dos investidores quanto à compra de títulos do Tesouro antes do final de semana.