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Leilão da Cedae movimenta R$ 22,6 bilhões e supera expectativas

O leilão de concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), que começou às 14h (horário de Brasíia) desta sexta-feira, movimentou R$ 22,6 bilhões. No total, os blocos estavam a leilão pelo valor mínimo de R$ 10,6 bilhões.


A Cedae foi dividida em quatro blocos, sendo que cada um deles irá responder pela prestação de serviço em uma área do estado, totalizando 35 cidades inclusas no processo de concessão.


Vale ressaltar que um consórcio ou empresa ou consórcio podia levar mais de um bloco se comprovada sua capacidade de garantir os investimentos para a universalização do saneamento.


Bloco 1


O bloco 1 é composto por 18 bairros da zona sul do Rio de Janeiro e outras 18 cidades.


O valor mínimo para arrematá-lo era de R$ 4,036 bilhões, sendo, então, o mais caro do leilão.


O consórcio Agea, representado pela corretora Ativa, venceu o leilão com um lance de R$ 8,2 bilhões.


Bloco 2


O bloco 2 contempla os bairros Barra da Tijuca e Jacarepaguá e as cidades de Miguel Pereira e Paty do Alferes.


O valor mínimo para comprá-lo era de R$ 3,172 bilhões, ocupando o lugar de segundo bloco mais caro.


O consórcio Iguá Projetos, representado pela corretora BTG, venceu o leilão com uma proposta

de R$ 7,286 bilhões,


Bloco 3


O bloco 3 inclui a zona oeste do Rio e seis municípios.


Possuía valor mínimo de R$ 908 milhões, o mais barato do leilão.


O consórcio Aegea apresentou a única proposta. Entretanto, como havia comprado outros dois blocos, desistiu do negócio.


Desse modo, o bloco foi considerado sem vencedor.


Bloco 4


O bloco 4 compreende as regiões centro e norte do Rio de Janeiro e outras oito cidades, como Nova Iguaçu e Duque de Caxias.


Possuía outorga mínima de R$ 2,508 bilhões, o segundo mais barato do leilão.

O consórcio Aegea comprou o bloco por 7,203 bilhões.


Investimento


A concessão dos serviços da Cedae prevê investimentos em água e esgotamento sanitário de R$ 30 bilhões pelo período de 35 anos.


As obras devem gerar até 46 mil postos de trabalho diretos e indiretos por todo o estado.


Além disso, devem garantir coleta e tratamento de esgoto a quase 13 milhões de pessoas em até 12 anos, número que representa mais de um terço do total de clientes atendidos hoje pela iniciativa privada.


“A média anual de investimento nos próximos dez anos é 12 vezes maior que o volume anual investido pela Cedae nos últimos dez anos”, disse Guilherme Albuquerque, chefe do Departamento de Desestatização e Estruturação de Projetos do BNDES.

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