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Primeiro ETF brasileiro de criptomoedas já tem data de estreia na B3

O primeiro ETF brasileiro de criptomoedas já tem data de estreia na bolsa de valores brasileira. Sob o código HASH11, o Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice terá sua primeira emissão em 22 de abril.


Aprovado em março pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o ETF de bitcoin da gestora Hashdex será coordenado pela Genial Investimentos, o BTG Pactual e o Itaú BBA, mas outras instituições podem aderir à primeira emissão solicitando a criação de cotas.

Os pedidos de subscrição dessas cotas devem ser feitos até o dia 16 de abril e somente agentes autorizados podem fazer as solicitações, seja em nome próprio ou para clientes.


O prazo para as corretoras entrarem como agentes autorizados do ETF termina em 9 de abril e a operação será liquidada dez dias depois (19 de abril).


Mais diversidade para a carteira


Os ETFs são fundos negociados em bolsas de valores que replicam o comportamento de um índice de ações. O HASH11 irá replicar o índice de criptos Nasdaq Crypto Index (NCI), criado pela Nasdaq e pela Hashdex.


Até o momento, pequenos investidores só tinham acesso à moeda digital por meio de fundos de investimentos ou de corretoras especializadas em moedas digitais. Agora, porém, os interessados têm a alternativa do ETF direto no homebroker.


Não é de hoje que pedidos para a criação de ETFs de criptomoedas vêm pressionando órgãos reguladores no mundo todo. Por aqui, a CVM aprovou também em março o ETF de bitcoin da QR Asset Management, gestora de recursos da holding QR Capital. A previsão é de lançamento até o final deste semestre.


Em entrevista ao Valor Investe, Evandro Pereira, diretor financeiro da Genial Investimentos, comemorou a visibilidade que os criptoativos ganharam ao redor do mundo. “A B3 agora se junta ao Canadá, Suécia, Alemanha e diversos outros mercados desenvolvidos que já têm instrumentos de cripto – em geral no formato de ETF – negociados em suas principais bolsas", disse Pereira.


Nos EUA, a aprovação de um ETF do Bitcoin segue sendo rejeitada pela Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês), que se mantém resistente.