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Vendas do varejo sobem 0,6% em fevereiro, segundo IBGE

O volume de vendas do comércio varejista subiu 0,6% em fevereiro ante o mês anterior, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O número é um avanço frente a queda de 6,3% acumulada entre dezembro e janeiro, quando o fim do auxílio emergencial pesou para o setor. Mas não se compara com fevereiro de 2020, quando as vendas do comércio varejista foram 3,8% maiores.


No acumulado de 12 meses, considerando o período pré-pandemia de fevereiro passado, o saldo está 0,4% positivo para o comércio nacional.


Todos esses números vieram em alinhamento com as estimativas dos especialistas. De acordo com o consenso Refinitiv, a alta de fevereiro esperada era de 0,6% na comparação com janeiro e de 3,9% em comparação com o mesmo período do ano passado (0,1% superior).


Para os próximos resultados, o endurecimento das medidas de isolamento social no mês em que o país se tornou o epicentro da doença no mundo (março), assim como o aumento da inflação, devem dificultar as vendas para o setor de varejo.


Pontos altos e pontos baixos


Em fevereiro, as maiores altas foram registradas nos segmentos de livros, jornais, revistas e papelarias. Em comparação com janeiro, a subida foi de 15,4%.


Cristiano dos Santos, gerente da PCM, explicou que o aumento se deve ao retorno dos alunos às escolas.

"Janeiro é um mês de contas extraordinárias, como IPTU e IPVA, então é comum um consumo menor no comércio. Já em fevereiro, temos a volta do orçamento tradicional das famílias e o retorno dos alunos às escolas, aquecendo as compras de material escolar", diz Cristiano.

Mesmo assim, a alta não chegou perto do valor do mesmo período de 2020. A atividade apresentou queda de 41% nessa comparação.


Uma das justificativas seria o não retorno presencial de muitas escolas públicas e privadas, assim como de outras instituições de ensino.


Também apresentaram aumento das vendas em fevereiro as atividades de móveis e eletrodomésticos (9,3%), tecidos, vestuário e calçados (7,8%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%).


As perdas aconteceram em artigos de uso pessoal e doméstico (-0,5%), combustíveis e lubrificantes (-0,4%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,2%).


Para saber mais sobre os dados da PCM e ler a pesquisa do IBGE na íntegra, clique aqui.